Centro Escolar de Fonte de Angeão (2º prémio)

Fundamentamos a nossa proposta, estruturada em dois conceitos chave:

Conceito 1 – Genius loci (o espírito do lugar)
Propomos uma apropriação e à posteriori reinterpretação do lugar através:
- Da utilização da escala e proporções do edificado local, nomeadamente através de uma estratégia de individualização volumétrica.
- Da leitura da morfologia territorial, a qual é baseada no acompanhamento das vias de comunicação por parte do edificado, nós propomos isto mesmo, isto é, pensamos no ribeiro como via estruturante perante o qual se desenvolve todo o corpo (iniciámos a proposta interpretando o ribeiro, não como problema, mas como “peça” fundamental ao desenvolvimento do projecto).
- Apropriámo-nos de uma figura incontornável da paisagem, ou seja, da cobertura inclinada, contudo materializamo-la introduzindo conceitos de Arquitectura contemporânea.

Conceito 2 – Recortes de papel
Propomos um conceito de elevado poder representativo e simbólico para o programa em questão.
A proposta nasce com referência poética a um dos possíveis trabalhos leccionados no Centro Escolar; pegamos numa simples folha de papel, dobramo-la em zig-zag, depois recortamos um motivo, por fim desdobramo-lo.
A nossa proposta é isto mesmo, uma massa paralelepipédica (visto que não nos podemos limitar à “bidimensionalidade” de uma folha de papel), segmentada e à posteriori desdobrável.

Dispositivo
Tomando como ponto de partida a dimensão de um conjunto de duas Salas de Aula com os Espaços de Expressão Plástica e Arrumos de Material, definimos um dispositivo cujas dimensões em planta são de 19.00m. por 7.80m.
Dentro deste rectângulo tipo, inserimos todo o programa definido no Caderno de Encargos (à excepção do Átrio e circulações os quais associamos a um novo corpo, neste caso um corpo de união).
Através da standarização deste dispositivo, é possível “por catálogo” comprar o seu interior.
De igual modo, pelo seu carácter unitário e apesar de pretender-mos trabalhar com peças diferentes, garantimos a unidade do conjunto.

Segurança
A questão pertinente da segurança dos alunos, na qual se deverá ter em conta a pré-existência de elementos naturais (neste caso o ribeiro - ver referenciais técnicos do Ministério da Educação para a construção de escolas, artigo 10.2), foi uma das principais problemáticas e desafio, no que toca à implantação do equipamento.
Sendo assim, como resposta, a nossa proposta pretende criar uma espécie de “fronteira estendida”, que, envolvendo os recreios livres do Pré-escolar e do 1º Ciclo EB (espaços de grande vivência e movimento), os separa do suposto “problema”.
Por sua vez, destacamos a pertinência do Conceito 2; deste modo, através da sucessão de sombras, ritmos, formas, etc., potenciamos a plasticidade da frente do Centro Escolar (como resposta a uma estratégia semelhante de “implantação segura”, de um edifício linear extensível, mas com uma fachada plana a Poente).

Núcleos
Definida a totalidade dos dispositivos (22 peças) parece-nos pertinente que o Centro Escolar possa funcionar segundo núcleos.
Para além de destacarmos o dispositivo de entrada e de podermos dividir o núcleo do 1º Ciclo EB em dois (Espaço sócio-cultural, mais Salas de aula), pensamos noutros 3.
Em suma, de grosso modo, os núcleos são:
- Núcleo do 1º Ciclo EB (5+7 dispositivos);
- Núcleo do Pré-escolar (4 dispositivos);
- Núcleo do Refeitório e Cozinha (2 dispositivos);
- Núcleo do Ginásio (3 dispositivos);
De maneira a autonomizar claramente os 4 núcleos, optamos pela sua “separação”. Contudo, não pondo em causa a interligação entre peças, isto é, não pondo em causa o Conceito 2, inserimos uma variante ao dispositivo tipo; traduzimo-la em elementos rectangulares de pavimento com baixa espessura, colocados entre os dois dispositivos finais de cada núcleo.
Estas “rótulas”, respeitando o rectângulo do dispositivo base, permitem a pertinente separação volumétrica dos referidos núcleos (logo desde o exterior, a clara separação de grupos de “casinhas”). De igual modo, permitem gerar os 3 momentos de entrada, bem definidos, desafogados e qualificados (inserção de bancos de espera etc.); por último, é possível gerar vistas a Poente desde o interior do “corredor” de distribuição, o que, sem esta separação, a referida vista era apenas possível desde o interior dos volumes.
Ao todo, para além das 22 peças, inserimos mais 3, neste caso para a separação dos núcleos; por sua vez, através da associação de outros 4, implantamos o Polidesportivo; por fim, separamos este último do volume do Ginásio por intermédio de um outro (elemento de pavimento contendo parcelas de areia para escorrega, baloiços etc.).
Em resumo, no total temos 30 dispositivos (22 “casinhas” + 8 elementos de pavimento).

Flexibilidade
Nesta proposta, entendemos a flexibilidade a vários e distintos níveis:
- Por questões de financiamento do Ministério da Educação e de outros ligados à legislação, parece-nos inoportuna a construção por fases deste tipo de equipamento; no entanto gostaríamos de referir a possibilidade disto mesmo (devido à questão da autonomia dos núcleos e da construção em módulos tipo), ou seja poderá ser uma enormíssima vantagem de gestão, o facto da construção poder ser faseada.
- Através deste sistema de rotação/extensão de peças é possível adaptar as diferentes volumetrias a diferentes terrenos de intervenção, bem como explorar diferentes conceitos chave, no que toca ao desenvolvimento de um projecto de Arquitectura (exemplo: um Centro Escolar com um grande pátio de Recreio Livre).
- Apesar de não possuirmos a localização da arborização no levantamento topográfico, poderia ser pertinente a preservação de algumas espécies; para isso poderia bastar a simples rotação de um volume; em suma, ao exemplo do ponto anterior, é possível flexibilizar a implantação.
- Uma vez mais do ponto de vista construtivo, a nossa proposta (nos volumes) apenas contempla elementos estruturais no interior das paredes perimetrais, logo, propomos que o interior de cada “casinha” seja edificado com materiais de características ligeiras (exemplo: gesso cartonado tipo Pladur nas paredes divisórias).
- No desenrolar do processo projectual desta proposta, ficámos sem perceber se o Pré-escolar teria um espaço para comer individualizado do 1º Ciclo EB, (exemplo disto poderia ser a sala polivalente junto à entrada do Pré-escolar); como não percebemos esse funcionamento, propomos o funcionamento do Refeitório para ambos os programas (ver painéis de correr junto à entrada do Refeitório); mesmo que não fosse necessário, parece-nos bem poder oferecer esta possibilidade de uso.

Acessos
No que toca aos dois acessos desde o exterior do lote, propomos os mesmos desde o arruamento principal a Poente, (embora o acesso de serviço, aproveitando a ponte existente, seja efectivo já para lá do ribeiro).
Quanto aos acessos para o interior do equipamento, pensamos em 3 entradas claramente autónomas. Para além da entrada no 1º Ciclo EB (que, de igual modo, poderá funcionar para o Espaço sócio-cultural), existem mais duas entradas; uma, associada ao Pré-escolar; uma outra, associada ao Complexo Desportivo. Desta forma, julgamos que esta estratégia será de facto uma mais-valia em termos de funcionamento para o Centro Escolar.
Por sua vez, já desde o interior do 1º Ciclo EB, propomos vários acessos ao espaço exterior de Recreio livre a Nascente (neste espaço aberto, parece-nos salutar a incidência dos raios solares pela manhã).

Uso pela comunidade
Propomos a possibilidade do uso de parte do Centro Escolar por parte da comunidade. Propomos um equipamento “aberto” à população.
Propomos 3 programas distintos capazes de defender isto mesmo:
- Cultivo Pedagógico: localizada estrategicamente junto à entrada principal no lote, esta “peça sustentável”, poderá envolver a comunidade exterior num interface de experiências socialmente interessantes, tanto com a promoção de colaborações individuais esporádicas (familiares dos alunos), assim como, com eventos organizados (feiras para obter recursos para viagens de estudo, exposições, etc.).
- Espaço sócio-cultural: englobando as áreas de ATL e CAF, Informática e Biblioteca, parece-nos pertinente possibilitar o uso por parte de pessoal exterior, assim, poderá o Centro Escolar funcionar desde o interior para o exterior, e a comunidade do exterior para o interior. A localização da entrada do 1º Ciclo EB entre este espaço e as Salas de Aula possibilita o controlo e filtragem de movimentos.
- Complexo desportivo: composto pelo volume do Ginásio e Polidesportivo exterior, é possível o seu funcionamento autónomo, visto que, em primeiro lugar, possui o “corredor” de distribuição que pela sua dimensão poderá funcionar esporadicamente como átrio de entrada; de igual modo, como reforço desta autonomia, é possível aceder directamente ao Centro desportivo, desde a entrada de serviço no lote.

Fluxo automóvel
Em relação ao fluxo automóvel, destacamo-lo em 3 pontos:
- Nova via: apesar do pouco movimento automóvel ao longo da estrada, como se trata de um programa sobretudo para crianças, parece-nos pertinente a salvaguarda de podermos deixar as mesmas no Centro Escolar em segurança; neste sentido paralelamente à estrada, criamos uma segunda via, a qual, presumimos poder responder bem a essa questão.
- Estacionamento exterior: definimos uma zona reservada para o estacionamento automóvel, destacando a localização de duas bandas de arborização do lado Sul dos mesmos (e não no centro da caldeira das árvores). A sua localização e desenho, ajuda a desenhar o novo limite do lote.
- Circulação de serviço: através de uma entrada autónoma a Sul, é possível a circulação a viaturas de serviço, sobretudo de ambulâncias e de viaturas para cargas e descargas de apoio à Cozinha (identificamos claramente o facto deste caminho ladear o Recreio Livre do 1º Ciclo EB, contudo minimizamos a sua presença através da desmaterialização do seu pavimento, bem como, pela adição de “vegetação opaca” ao longo do mesmo).

Fluxo pedonal
Em relação ao fluxo pedonal, enunciamo-lo do ponto de vista da circulação exterior e da circulação interior:
- Da circulação pedonal exterior: optamos por criar uma excepção à regra, ou seja, desagregando um dos volumes da “corrente”, logicamente, obtemo-lo separado. Este volume, com carácter afirmativo, marca a entrada (sendo o único volume antes do atravessamento do ribeiro, este corpo poderá funcionar como convite à entrada da comunidade no Centro Escolar). De igual modo para nós, a entrada deverá claramente ser um volume de dimensão (ao contrário do simples coberto convencional).
É a partir daqui que iniciamos o percurso de acesso ao equipamento. Este percurso tem numa primeira etapa a entrada no Cultivo Pedagógico, de seguida o desvio em direcção ao Complexo Desportivo (apesar de se poder aceder a este pela entrada de serviço por questões de controlo e segurança, optamos por criar um acesso a partir daqui).
Deste mesmo percurso, de uma forma directa é possível aceder à entrada no 1º Ciclo EB, tendo sempre a possibilidade de (depois do atravessamento do ribeiro) aceder autonomamente ao núcleo do Pré-escolar.
- Da circulação pedonal interior: a circulação/distribuição interna do edifício é assegurada por um grande corredor, uma espécie de “espinha dorsal” do edifício, que acompanha o movimento dos volumes, e envolve dois espaços exteriores, que se destinam, respectivamente, aos Recreios Livres do Pré-escolar e do 1º Ciclo EB.

Pátios
Ao longo do desenvolvimento do projecto, tivemos como preocupação a integração de elementos qualificadores de diferentes ambientes e atmosferas. Exemplo disto, é uma figura identificadora da construção mediterrânea, isto é, o pátio.
Procuramos este elemento, não só como elemento estético, mas também como estratagema para garantir alguma resposta a questões de sustentabilidade; assim, sendo esta região uma região de clima húmido (proximidade ao mar) é possível garantir diferentes pontos de ventilação e arejamento dos espaços de um modo natural, minimizando, logicamente, os custos relacionados com a manutenção do equipamento.
Quanto ao seu desenho propomos dois tipos de pátios:
- Os pátios rectangulares, inseridos nos diferentes volumes. Parece-nos que sob o ponto de vista da Arquitectura, não se deverá considerar a sua possível eliminação, contudo, na necessidade de se aumentar o espaço interior coberto (ex. aumentando a área da sala da Biblioteca, das Salas de Actividades do Pré-escolar etc.) estes elementos poderiam ser à posteriori subtraídos.
- Os pátios triangulares, subtraídos ao corpo de distribuição e união dos volumes.

Iluminação zenital
Para além dos pátios, procuramos outro tipo de iluminação natural. Aproveitando as diferentes águas voltadas sobretudo aos quadrantes Norte (luz clara e difusa), introduzimos outros motivos de qualificação ambiental interior, as clarabóias.
Dando o exemplo das 8 Salas de Aula relativas ao 1º Ciclo EB, apesar de à priori poder ser lógico que, cada uma delas tivesse clarabóias iguais, o que procuramos é a diferença em relação às suas dimensões/proporções (pensando ser possível ver determinadas clarabóias desde o arruamento principal, não nos interessou a sua cópia exacta de volume para volume). Como tema de investigação arquitectónica, estamos interessados em sistemas que permitam explorar conceitos de “variedade unitária” – da mesma forma que procuramos uma variação de “casinhas” a partir de uma variante tipo).

Materialidade exterior
A ideia principal da materialização do edifício surge, tendo por base:
- O controlo de custos, isto é, tentar conseguir um material que não envolva custos acentuados, pois decidimos apostar noutros “temas”, tais como: os pátios, o grande envidraçado do 1º Ciclo de relação com o exterior, e a área de fachada resultante de individualização das diferentes volumetrias.
- A procura de questões relacionadas com a contemporaneidade, a abstracção e o minimalismo.
- A implementação de sistemas térmicos eficazes, neste caso de isolamento pelo exterior.
- Por fim, para reforçar a forma dos diferentes volumes, cujo seu expoente máximo se revela nas diferentes coberturas, perfil este capaz de originar um novo skyline na paisagem.
Sendo assim, a materialidade escolhida é um simples revestimento apropriado para o exterior pigmentado a branco, o qual envolve todos os volumes desde a fachada à cobertura. Com este princípio, e apenas com este revestimento materializamos todo o conjunto.

Materialidade interior
No que toca ao tratamento material e cromático do espaço interior, manifestamos uma vez mais o interesse em trabalhar com a abstracção e a menor quantidade de “ruído” possível, logo, no interior apostamos também em revestimentos que possibilitem ambientes luminosos e agradáveis.
Apesar de poder parecer demagogia, acreditamos que a componente da cor é demasiado essencial para a boa vivência escolar, neste sentido e como esta última é sem dúvida um tema de trabalho no percurso académico do aluno, pensamos que a cor irá “andar por qualquer lado” (logo não precisaríamos muito de a implementar no projecto de Arquitectura); pensamos nas paredes brancas como planos de exposições permanentes dos trabalhos escolares (uma vez mais potenciando a interacção do Centro Escolar com a comunidade).
Como contraponto ao referido no parágrafo anterior, e usando o exemplo das bolsas de entrada nas Salas de Aula, propomos mobiliário autónomo (cacifos, prateleiras, arrumos dos alunos, arrumos dos professores, arrumos das salas de aula, bancos, etc.) cheio de cor. Por sua vez, a cor poderá ser usada como tema de identificação do espaço interior (exemplo: a Sala de Aula 1 terá o seu móvel vermelho vivo; o Laboratório, o verde; as Instalações Sanitárias o amarelo, etc.).

Arranjos exteriores
No que aos espaços exteriores diz respeito, a solução contempla e articula-se com a Proposta Geral de Arquitectura, complementando-a espacialmente quanto à forma e função, e contextualizando-a na paisagem envolvente (uma vez mais, “usando” o Genius loci – espírito do lugar).
Os espaços exteriores deste tipo de equipamento têm que obedecer a premissas muito rígidas, impostas pelo uso muito intenso de determinadas áreas e equipamentos de suporte à actividade recreativa e didáctica ao ar livre. Estes deverão garantir segurança, não descurando, no entanto, os aspectos educativos e apelativos. Com base nestes pressupostos, assenta toda uma proposta de intervenção que contempla os seguintes pontos:
- A salvaguarda de uma área de Cultivo Pedagógico, dividida entre Floricultura, Horta e Pomar, a qual poderá, para além de ser usada como recurso interno (ex. utilização dos alimentos para o Refeitório), favorecer o enriquecimento da actividade curricular dos alunos, ao mesmo tempo, como referido, esta “peça sustentável”, poderá envolver a comunidade.
- A consolidação de áreas de recreio e desporto ao ar livre, devidamente dimensionadas, e com possibilidade de instalação de equipamentos e mobiliário de apoio às actividades de desporto.
- A garantia de circulação pedonal e de estadia, quer no exterior do perímetro vedado (passeios e “praceta segura” junto à entrada), quer no interior do mesmo (acessos pedonais e qualificação das 3 entradas no edifício).
- Os acessos mecânicos resultam no estacionamento automóvel permanente e na facilidade de paragem rápida (autocarros e viaturas de familiares), por sua vez, no interior apenas se justificam para serviços e emergência.
- Utilização de pavimento à base de argamassas porosas e estabilização do solo existente nas áreas de recreio, favorecendo o uso intenso, o conforto e a infiltração de águas, minimizando as obras de drenagem superficial.
- A recuperação da linha de água, degradada pelas sucessivas e agressivas intervenções (Agrícolas/Florestais), com a consolidação das margens e a instalação de vegetação própria, constituindo a galeria ripícola e salvaguardando a questão da segurança.
- A definição de áreas ajardinadas na envolvente imediata ao edificado e mesmo no seu interior que, pela proximidade, obrigarão a um tratamento mais cuidado. Já as zonas limítrofes serão importantes na função de enquadramento visual, não só na aproximação ao recinto escolar, mas também deste para o exterior. O elenco arbóreo, além de poder incluir exemplares preexistentes com interesse (reforçamos a pertinência do conceito “Recortes de papel”, ao qual está associada a flexibilidade de implantação - rotação dos volumes), será seleccionado entre o autóctone da região e outras há muito tempo introduzidas na paisagem tradicional. Para além da função de enquadramento, será fundamental a garantia de ensombramento (no Verão) dos acessos e estadias e a protecção de ventos dominantes de Norte e Noroeste com o uso de espécies perenes, como por exemplo o pinheiro manso (Pinus pinea). Ao elenco arbóreo acrescenta-se um elenco arbustivo, subarbustivo e herbáceo seleccionado para garantir a estabilização de taludes e margens, o revestimento de áreas não pisoteadas e/ou de utilização menos intensa, e também o condicionamento de acesso físico e/ou visual a determinadas zonas, como é exemplo a linha de água. Para além da dinâmica sazonal da variedade cromática e textural, este tipo de revestimento vegetal tem como principal objectivo reduzir os encargos de manutenção do espaço exterior.
- A nível de infra-estruturas de jardim, o sistema de rega enterrado automático/manual garantirá o estabelecimento da vegetação nos primeiros anos, assim como a futura manutenção, enquanto que o sistema de iluminação, em conjunto com a Arquitectura, será estudado em função da utilização do espaço exterior e segurança nos períodos nocturnos.

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Ficha técnica:

Designação: Centro Escolar de Fonte de Angeão
Localização: Fonte de Angeão, Vagos, Portugal
Data: 2008 (Concurso)
Promotor: Câmara Municipal de Vagos
Projecto de arquitectura: Cláudio Vilarinho
Colaboradores: Filipe Lemos, João Sousa, Tânia Lopes, Vasco Silva
Projecto de Arquitectura Paisagista: António Moreira
Projecto de especialidades: JCT
3d: Nelson Correia & João Macedo

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